From: Cristina Carola
To: <info@crew.com.br>
Sent: Monday, September 18, 2000 5:50 PM
Oi Marcelo!
Finalmente vou conseguir enviar meu testemunho. Você sabe que aqui na Folha de S.Paulo as coisas não são fáceis. O tempo... Bom, para que as pessoas saibam, sou jornalista e tomei contato com a M/ Brazil por meio de um anúncio para assessor de imprensa. Durante 8 meses trabalhei para a agência como assessora de imprensa e depois de ver tantas pessoas viajando para o exterior, tantos relatos, tantos cartões postais e depois de tanta insistência do Marcelo, resolvi preencher a ficha de inscrição e seguir os passos que todos seguem quando preenchem a ficha.
Essa era uma exigência do Marcelo, que achei justa e segui a risca. Minha intenção era viajar em novembro ou dezembro e ficar 4 meses na
França. Recebi uma série de propostas, algumas que realmente não tinham o meu perfil, e aceitei a última proposta.
Aceitei uma proposta para ser babá de um menino de 2 anos em Monaco. Troquei de país? Sim. O meu objetivo era claro: aprender francês. Não importava estar em Paris ou na Bélgica.
Viajei, depois de ter pedido todas as informações que eu queria. TODAS. Esse, depois da decisão de inscrever-se, é o passo mais importante para alcançar o sucesso. Se qualquer coisa não estiver clara é melhor tentar esclarecer ou desistir, por mais tentadora que pareça a oferta.
A família que me ´contratou´ tinha 4 filhos e, pelo contrato, eu iria cuidar apenas de um. Combinamos e eles foram me buscar no aeroporto. Por uma falha de comunicação minha, estavam me esperando em outro portão. Isso me desesperou um pouco, mas depois ficou tudo resolvido. A família era e é ainda, porque me comunico regularmente, ótima. Os filhos são extremamente educados, apesar de o pequeno MAX, do qual eu me ocupava quase todo o dia, era um pouco temperamental. Coisas de criança, resolvidas com paciência, amor e criatividade (coisa que a minha família prezava muito)
Trabalhava bastante tempo, mas não bastante. A Alice (mãe das crianças) não trabalhava e me ajudava em tudo. Quando vim embora, simplesmente por ter duas ofertas de emprego aqui, foi difícil. As crianças choraram, a Alice, ninguém queria que eu voltasse.
Isso, apesar de me deixar triste, me deixava felia também, porque eles gostavam do meu trabalho.
E o meu objetivo, que era aprender francês, nem viajar, nem ganhar dinheiro (eu ganhava 100 dólares por semana) estava sendo atingido. Lamentei muito a volta e até hoje me correspondo com minha família monegasca, que na realidade é suíça.
Um beijo e coragem para quem está indo. A decisão é difícil, mas extremamente necessária para quem tem um objetivo na vida
Obrigada
Cristina Carola
Jornalista - Folha de SP
JUNDIAI-SP